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Autor Tópico: O Watergate climático  (Lida 2343 vezes)
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« Responder #15 em: 01/22/10 - 10:46:48 »

bem, penso que tem mais haver com a interpretação dos dados do que outra coisa, neste caso má interpretação.

De acordo com a NASA no relatório da análise anual descreve como o 2º mais quente desde registos, isto ao nível temp. Global
Citar
2009 was tied for the second warmest year in the modern record, a new NASA analysis of global surface temperature shows.
http://www.nasa.gov/topic...s/temp-analysis-2009.html

Contudo também indicam isto
Citar
The past year was only a fraction of a degree cooler than 2005, the warmest year on record, and tied with a cluster of other years --1998, 2002, 2003, 2006 and 2007 1998 and 2007 -- as the second warmest year since recordkeeping began.
Desde quando é estes anos tiveram a mesma temperatura?? Foi a 1ª vez que li  tal coisa...

O Oficial é que o ano 2009 foi o 5º mais quente está empatado com o ano de 2006, de acordo com a NOAA noutro relatório também lançado ontem
Citar
For the calendar year 2009, the global combined land and ocean surface temperature of 58.0 degrees F tied with 2006 as the fifth-warmest on record. This value is 1.01 degree F above the 20th century avera

http://www.noaanews.noaa....20100121_globalstats.html
penso que não existe um climategate mas antes, como referido inicialmente interessante diferença na interpretação de dados oq que deveria merecer alguma explicação por parte dos responsáveis ou comunidade científica... martelo martelo


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« Responder #16 em: 01/22/10 - 11:50:32 »


penso que não existe um climategate mas antes, como referido inicialmente interessante diferença na interpretação de dados oq que deveria merecer alguma explicação por parte dos responsáveis ou comunidade científica... martelo martelo


Está tão bem explicado no IPCC..... enfim...



Querem melhor explicado que isto??? DE onde tiram a base de dados...os valores...os erros...

E não me venham cá com relatórios (da NOAA, NASA, IM, AEMET...) pois grande desses valores não foram submetidos a revisores internacionais e valem o que valem.....enquanto os que estão no IPCC e em outros artigos científicos foram....

 
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« Responder #17 em: 01/22/10 - 15:39:55 »

Alex,
Não sei o que entendes por aquilo que escrevo, mas pareces querer levar sempre a coisa para outro lado da moeda, como se tivesse uma posição contrária

Coloquei isso para chamar atenção de que uma reacção da comunidade cientifica perante tais dados e resultados o que acho um ultraje, sobretudo na outra parte Alex
Citar
The past year was only a fraction of a degree cooler than 2005, the warmest year on record, and tied with a cluster of other years --1998, 2002, 2003, 2006 and 2007 1998 and 2007 -- as the second warmest year since recordkeeping began.
Também sairam ontem por isso fresquinhos para reacções, sobretudo do IPCC

por isso mesmo é que lancei o repto, agora existe dados vindos de não sei onde...
 agora os dados da NASA explicados em baixo

Citar
Data Details

To conduct its analysis, GISS uses publicly available data from three sources: weather data from more than a thousand meteorological stations around the world; satellite observations of sea surface temperature; and Antarctic research station measurements. These three data sets are loaded into a computer program, which is available for public download from the GISS website. The program calculates trends in temperature anomalies -- not absolute temperatures — but changes relative to the average temperature for the same month during the period of 1951-1980.
Other research groups also track global temperature trends but use different analysis techniques. The Met Office Hadley Centre, based in the United Kingdom, uses similar input measurements as GISS, for example, but it omits large areas of the Arctic and Antarctic, where monitoring stations are sparse.

In contrast, the GISS analysis extrapolates data in those regions using information from the nearest available monitoring stations, and thus has more complete coverage of the polar areas. If GISS didn't extrapolate in this manner, the software that performs the analysis would assume that areas without monitoring stations warm at the same rate as the global mean, an assumption that doesn't line up with changes that satellites have observed in Arctic sea ice, Schmidt explained. Although the two methods produce slightly different results in the annual rankings, the decade-long trends in the two records are essentially identical.

"There's a contradiction between the results shown here and popular perceptions about climate trends," Hansen said. "In the last decade, global warming has not stopped."


os da NOAA aqui
http://www.ncdc.noaa.gov/oa/ncdc.html

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« Responder #18 em: 01/22/10 - 15:47:03 »

Alex,
Não sei o que entendes por aquilo que escrevo, mas pareces querer levar sempre a coisa para outro lado da moeda, como se tivesse uma posição contrária

Coloquei isso para chamar atenção de que uma reacção da comunidade cientifica perante tais dados e resultados o que acho um ultraje, sobretudo na outra parte Alex
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The past year was only a fraction of a degree cooler than 2005, the warmest year on record, and tied with a cluster of other years --1998, 2002, 2003, 2006 and 2007 1998 and 2007 -- as the second warmest year since recordkeeping began.
Também sairam ontem por isso fresquinhos para reacções, sobretudo do IPCC

por isso mesmo é que lancei o repto, agora existe dados vindos de não sei onde...
 agora os dados da NASA explicados em baixo

Citar
Data Details

To conduct its analysis, GISS uses publicly available data from three sources: weather data from more than a thousand meteorological stations around the world; satellite observations of sea surface temperature; and Antarctic research station measurements. These three data sets are loaded into a computer program, which is available for public download from the GISS website. The program calculates trends in temperature anomalies -- not absolute temperatures — but changes relative to the average temperature for the same month during the period of 1951-1980.
Other research groups also track global temperature trends but use different analysis techniques. The Met Office Hadley Centre, based in the United Kingdom, uses similar input measurements as GISS, for example, but it omits large areas of the Arctic and Antarctic, where monitoring stations are sparse.

In contrast, the GISS analysis extrapolates data in those regions using information from the nearest available monitoring stations, and thus has more complete coverage of the polar areas. If GISS didn't extrapolate in this manner, the software that performs the analysis would assume that areas without monitoring stations warm at the same rate as the global mean, an assumption that doesn't line up with changes that satellites have observed in Arctic sea ice, Schmidt explained. Although the two methods produce slightly different results in the annual rankings, the decade-long trends in the two records are essentially identical.

"There's a contradiction between the results shown here and popular perceptions about climate trends," Hansen said. "In the last decade, global warming has not stopped."


os da NOAA aqui
http://www.ncdc.noaa.gov/oa/ncdc.html



Só a escolha do período da comparação dá pano para mangas....Por isso volta a dizer...não é só mandar os dados cá para fora e  assobiar para o lado!!!

Há que saber como foram calculados...qual o período de comparação...etc etc etc....Por isso acaba por haver discrepância de valores....   Da maneira como meteste as coisas, até parece que os dados são todos contraditórios....

E por isso te digo que o IPCC é uma grande fonte desta informação.... Porque as bases de dados são analisadas todos para o mesmo período.... Não é cá relatório de X, Y ou Z....

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« Responder #19 em: 01/22/10 - 17:00:42 »

Eu sei e concordo plenamente contigo
É de admirar que ainda não hajam reacções, não tem assunto a NASA tirar as conclusões assim de forma assertiva sem que haja uma "auditoria" aos seus dados

parece que cada uma das instituições puxa a brasa à sua sardinha

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« Responder #20 em: 07/07/10 - 16:54:49 »


Inquérito independente inocenta cientistas do caso “Climategate”


Os cientistas no centro do “furacão” mediático “Climategate”, que veio questionar a credibilidade da ciência do aquecimento global, agiram com “rigor e honestidade”, concluiu hoje um inquérito independente aos cerca de mil emails roubados da Universidade inglesa de East Anglia.

O último de três inquéritos sobre a actuação dos cientistas da Unidade de Investigação Climática daquela universidade - coordenados por Muir Russell, antigo responsável da administração pública – conclui que “o seu rigor e honestidade, enquanto cientistas, não está em causa”, segundo um relatório com 160 páginas divulgado hoje.

Em Novembro, quando a comunidade internacional se preparava para negociar compromissos de combate às alterações climáticas na cimeira de Copenhaga, foram publicados mil emails trocados nos últimos 13 anos pelos cientistas daquela unidade, sem que estes tivessem conhecimento. Os críticos disseram que os emails eram a prova de que os investigadores tinham manipulado dados estatísticos para provar a existência das alterações climáticas. A publicação da correspondência veio desafiar a credibilidade científica climática e as conclusões do próprio IPCC, sobre as quais assentavam as negociações internacionais de Copenhaga.

O inquérito de Russell diz que não encontrou “qualquer prova de comportamentos que possam ter prejudicado as conclusões nos relatórios do IPCC [Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas]”. Neste sentido, o inquérito – que durou seis meses – inocenta o coordenador da Unidade de Investigação Climática, Phil Jones, e a sua equipa das acusações mais graves.

No entanto, os responsáveis pelo inquérito criticam os cientistas por não terem sido abertos o suficiente em relação ao seu trabalho, acusando-os de serem “pouco cooperantes e muito defensivos”. “Concluímos que houve um padrão consistente de fracasso de comunicação aberta, quer dos cientistas da unidade, quer da universidade de East Anglia”, escrevem no relatório.

Edward Acton, vice-reitor da Universidade de East Anglia, disse à BBC que este inquérito “deverá pôr um fim às teorias da conspiração, inverdades e confusões que têm circulado”. O responsável admitiu também as falhas de comunicação dos seus cientistas e adiantou que já lhes relembrou sobre as suas responsabilidades.

Este foi o terceiro e último inquérito independente no âmbito do “Climategate” e as conclusões dos três são semelhantes. No final de Março foi revelada uma investigação pelo Comité da Ciência e Tecnologia da Casa dos Comuns e em Abril foi a vez do trabalho de um painel liderado pelo Lorde Oxburgh.

Além do “Climategate”, a credibilidade da ciência do clima está ainda a ser passada a pente fino, desta vez por causa do próprio IPCC. Um painel independente de especialistas começou a 14 de Maio a rever o trabalho deste organismo, especificamente o relatório publicado em 2007 e às conclusões sobre o desaparecimento dos glaciares dos Himalaias até 2035. O IPCC já tinha admitido o erro mas rejeita que existam outros. Esse reconhecimento levou a que, em Março passado, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e Rajendra Pachauri, o secretário do IPCC, pedissem uma revisão dos trabalhos do organismo. Os resultados da investigação serão apresentados a 30 de Agosto.
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« Responder #21 em: 07/31/10 - 15:24:27 »

Olá, sou o Cumulonimbus e cheguei agora.
Perante as certezas com que os “mais de 2000 cientistas “ do IPPC nos esmagam, e os gritos de alerta  de que “o rei vai nú” de alguns, julgo que se devem fazer algumas perguntas:
1 – Será que o CO2 é um gás nocivo?
2 – Será que o CO2 antropogénico ultrapassa os 7% do total do CO2 libertado?
3 – Não será o vapor de água responsável em perto de 90%, pelo efeito de estufa?
4 – A quem interessa o negócio da compra e venda de quotas de produção de CO2?
   Às nações do 3º mundo ou em vias de desenvolvimento, que a troco duns tostões,
   ficam  impedidas de se industrializarem?
   Ou às nações já altamente industrializadas, que assim ficam sem concorrência e com
   mais mercados?
A terminar por agora, alguém sabe a percentagem de climatologistas que integram os “mais de 2000 cientistas” do IPPC, em relação, por exemplo, à percentagem de juristas, economistas ou representantes governamentais?

Agradeço desde já as respostas que venham a dar.
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« Responder #22 em: 08/03/10 - 13:53:48 »

No tengo las respuestas a todas tus preguntas cumulonimbus. Es cierto que el vapor de agua produce un aumento del "efecto estufa" como vosotros lo llamais, pero es necesario en la atmósfera ya que si no existiese no habría precipitación, ni nubes, ni vida.

El CO2 es un gas necesario en la atmósfera, ya que sin efecto estufa tampoco sería posible la vida en la Tierra. Ahora bien, el problema es el "exceso de CO2" aumentado por la actividad del hombre. Pero no puedo decirte si pasa el 7% del total de CO2 liberado. También el metano produce un aumento del efecto estufa. Y más gases, pero son necesarios en su justa proporción.

Hay que andarse con ojo, puesto que en la vida geológica de la Tierra, las épocas de grandes glaciaciones y los períodos interglaciares, así como los cambios climáticos abruptos estaban a la orden del día. No tenemos más que los proxys para interpretar épocas pasadas. Las series de datos medidas con estaciones meteorológicas son relativamente cortas, y eso es una fuente muy grande de incertidumbres para el estudio de la climatología.

En cuanto a política.... ahí ya no me meto. Como se dice en España: "Quien hace la ley hace la trampa"
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« Responder #23 em: 08/09/10 - 18:04:45 »

Olá Suka,
Obrigado pelas tuas respostas.
A minha intenção, foi fazer uma pequena provocação para interessar o pessoal que gosta do tema.
Os teus conceitos correspondem aos meus com uma única excepção, «o problema é o “excesso de CO2” aumentado pela actividade do homem».
Põem-se algumas interrogações:
•   Onde está o estudo cientificamente fiável de que existe excesso de CO2?
•   Mesmo se admitir-mos que existe excesso de CO2, quem é o principal causador? O CO2 antrópogénico  que é inferior a 10% de todo o CO2 libertado?

Quanto ao  «En cuanto a política…. Ahí ya no me meto» isso já é política.
Não há ciência pura desligada da política. Mas não é esse o tema proposto.
Para animar a discussão e trazer mais gente para o debate, que se deseja franco e fraterno,
vou introduzir um post do Rui Moura, Homem de grande envergadura moral e científica, que batalhou sempre pela verdade em climatologia, recentemente desaparecido.

"IPCC contra a epistemologia"
A filosofia desempenha um papel importantíssimo no estudo da teoria do conhecimento, ou epistemologia, para demarcar o que são teorias científicas do que é pseudociência. São conhecidos os trabalhos de Karl R. Popper, com o célebre critério da refutação, de Thomas S. Kuhn, com os escombros de velhos paradigmas, e de Mário Bunge, com os 20 critérios da demarcação.

Os filósofos também se têm debruçado sobre o folclore climático. Veja-se o que diz Simon Blackburn: «Casos mais insidiosos de alucinação de massas dependem …das necessidades institucionais das ciências específicas [subsídios, financiamentos, …]. Assim, por exemplo, o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudança Climática [IPCC] tem produzido incessantemente gráficos e relatórios dando conta dos efeitos iminentes e catastróficos do aquecimento global.»

Continua Simon: «Para os cientistas que fazem parte do Painel, essas teses justificam mais financiamento, sem falar em mais poder institucional, recursos informáticos e viagens de avião em primeira classe para ir a conferências em locais exóticos [o autor deve-se referir aos locais de realização das Conference of the Parties].»

Blackburn reflecte sobre o complexo de culpa das massas: «A paixão que nos faz receber estes relatórios…tão avidamente é, suponho eu, a culpa. Pois de facto apenas existem escassos dados que apoiem a tese do aquecimento global, e muitos e bons dados que apoiam a tese de que não há nenhum ou quase nenhum.»

O filósofo acrescenta: «Hume também cita aprovadoramente um dito de La Rochefoucault segundo o qual há muitas coisas acerca das quais o mundo deseja iludir-se. O impulso religioso é uma das manifestações desta verdade.» Assim nasceu a religião oficial do “climate change”.

Além disso, Simon salienta a exploração da angústia da opinião pública: «Mas outra [manifestação] é o impacto das emoções – incluindo o medo e a culpa – sobre a crença, e este é o mecanismo que nos leva a receber mensagens de desgraça e de desastre com as nossas faculdades de análise crítica adormecidas.»

O filósofo Simon Blackburn não deixa de comparar as verdades com as divagações:«… não há dados que comprovam a subida do nível do mar ou o aumento de agressividade climática (os escassos dados a favor disso advêm de medições feitas à superfície do globo e arbitrariamente distribuídas), ao passo que os dados substanciais contra essa ideia são proporcionados por satélites que têm um raio de acção sobre praticamente todo o planeta e por balões meteorológicos.»

Perante tanto show-off, Simon desabafa: «Mas uma declaração pública pode falar em nome de todo o edifício da ciência sem reflectir adequadamente o carácter dessa ciência. É às declarações públicas, quer sejam da Sociedade Americana de Psiquiatria, do Governo ou do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, que se tem de dar um grande desconto.»

Uma “projecção”, que é a base pseudocientífica das profecias do IPCC para 2100, não tem valor científico. Tem, sim, valor técnico. É apenas um método utilizado para prospectar, através de modelos informáticos, o futuro num determinado caminho predefinido de um mundo que não é previsível.

Obs.: Os textos de Simon Blackburn pertencem à tradução de Pedro Santos sobre a “Palestra Voltaire” organizada pela Associação Humanista Britânica proferida em 13 de Dezembro de 2001 no King’s College, London, publicada no excelente blog português de filosofia «Crítica» .
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« Responder #24 em: 08/11/10 - 21:43:30 »

Estudios científicos sobre el aumento del CO2 hay muchos. No tengo ahora mismo ninguno en mi poder, ni dispongo de mucho tiempo para buscarlos, pero si utilizas el google scholar puedes encontrar artículos científicos de investigadores reputados que te confirmen ese exceso de CO2 del que dudas o sobre el que quieres discutir.

Como sabrás, se puede saber la concentración de CO2 del pasado utilizando las burbujas que quedan entre el hielo que se extrae en los polos. Pero ahora te muestro una gráfica más reciente- Por ejemplo, tenemos la evoluvión del CO2 en los últimos 50 años en esta gráfica:



está clara la tendencia en aumento que tiene, salvo los picos estacionales. Si quieres más información está en esta página web, muy interesante por cierto para todo aquel que esté interesado en la historia geológica de la tierra.

http://web.me.com/uriarte...ernadero_y_aerosoles.html

Parte de ese CO2 es atrapado por la vegetación y el plancton marino que lo transforma. Pero otra gran parte de el queda en la atmósfera. En la página que te remito lo explica muy bien.

Y no creo que decir "En cuanto a política... ahí ya no me meto" signifique ya que estoy hablando de política. Ahí estoy en desacuerdo contigo, igual que cuando dices que no hay ciencia pura desligada de política. Yo soy un claro ejemplo.
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« Responder #25 em: 08/14/10 - 16:02:44 »

Que há um aumento de CO2 parece-me consensual.
A dúvida que se põe é se há excesso de CO2.
Outra dúvida é se o CO2 antropogénico é significativo para o aumento, em relação ao CO2 natural.

"En cuanto a política... ahí ya no me meto"
 A ciência não é neutra.
Os vários ramos da ciência avançam ou não, conforme as políticas e interesses dos países e das multinacionais.
Os cientistas são condicionados por essas políticas, através das bolsas, dos projectos, das carreiras, dos incentivos, etc.
Passivos ou Activos, todos nós estamos condicionados pela Política.

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« Responder #26 em: 08/18/10 - 17:17:55 »

Pois por isso é que esse condicionamentos politicos nunca irão deixar que exista um real interesse pela mudança de comportamentos e modificação dos estilos de vida, o CO2 é uma das variáveis para as alterações climáticas e muitos estudos mostram esse aumento exponencial das concentrações, em especial após década de 40.
Agora asa acções humanas podem estar a alterar o ciclo natural e aí a natureza deverá fazer o devido ajustamento, como sempre fez.
Agora não se sabe quanto tempo os efeitos do aumento do CO2 levarão até termos algum sinal da natureza, actualmente temos uma ideia(através de amostras geológicas) que o CO2 um tempo de residência/duração de 200 anos na atmosfera o que significa que o CO2 fóssil que tem vindo a ser libertado num período tão pequeno para a atmosfera–  depois andará a deambular pela atmosfera, porque para mim pessoalmente significa que todas as apostas estão fora, perante aquilo que realmente possa acontecer naturalmente.
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« Responder #27 em: 08/21/10 - 21:24:18 »

Concuerdo con lo que dice Mario, el clima terrestre es caos y orden a la vez: es caótico porque no se sabe como puede reaccionar a un cambio, pero es orden porque los balances energéticos, de masa. de agua, ... equilibran el estado terrestre. El problema del aumento de CO2 es que no sabemos como el clima puede reaccionar, y el verdadero problema es si el ser humano será capaz de adaptarse a esos cambios. Además, el CO2 antropogenico se establece en la troposfera, con los consecuentes problemas medioambientales y en la salud.

Y en cuanto a la política, creo que el deber de todo científico es ser neutro y ceñirse a los resultados de sus investigaciones, sin ser comprado por políticas aunque sean estas las que den dinero para su investigación. Esto es lo teórico y lo ideal, aunque sabemos que no siempre se cumple. Lo cual es un problema grande
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