Cientistas acreditam que este processo pode ajudar a combater efeito de estufa
Ao largo da costa da Ilha Honshu, no solo oceânico, descobriu-se a bactéria que faz a transformação.
Investigadores japoneses descobriram um meio de transformar o dióxido de carbono captado e armazenado no solo em metano, o que pode ajudar a combater o efeito estufa e a fabricar gás natural.
Os cientistas da Agência de Ciências e Tecnologias Marítimas e Terrestres do Japão sustentam ter reforçado um germe que, no seu estado natural, realiza já esta transformação, o que torna o processo mais célere. Esta bactéria foi descoberta ao largo das costas setentrionais da grande ilha japonesa de Honshu, no solo oceânico.
Introduzida debaixo de solo com dióxido de carbono (CO2) armazenado, a uma profundidade de dois mil a quatro mil metros, a bactéria transforma este gás em metano (CH4), o que permite fabricar gás natural.
“A maior dificuldade é reforçar a bactéria para acelerar a geração do metano”, explicou um porta-voz da agência.
No seu estado natural, esta transformação demora vários milhares de anos, mas os investigadores esperam desenvolver técnicas que permitam reduzir este período para uma centena de anos.
Descoberta pode combater o efeito estufa
Caso seja desenvolvida com eficácia, esta técnica pode encorajar os partidários da captação e armazenamento de CO2 sob o solo, uma das grandes esperanças na luta contra o efeito estufa, cuja causa principal é precisamente a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera.
Experimentada em vários locais do globo por diferentes empresas, esta tecnologia consiste em captar o CO2 emitido pelas centrais térmicas e colocá-lo sob a terra ou no fundo dos oceanos, para impedir a sua difusão na atmosfera.
Os ecologistas têm alertado para a possibilidade de este dióxido de carbono regressar à superfície em bolhas de gás, no caso de abrirem fendas nos locais de armazenamento.
O sistema agora proposto pelos investigadores nipónicos permite, em parte, responder a estas críticas ao possibilitar uma erradicação mais rápida do CO2.
Ciência Hoje