Alex
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« em: 08/22/07 - 14:14:39 » |
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Bom...devido a nortada que se tem feito sentir no nosso litoral, aqui fica uma explicação para o porque da agua estar tão fria na nossa costa atlântica. O fenómeno do “upwelling” (ou afloramento) costeiro e a Corrente Costeira de Portugal ocorrem ao largo da costa ocidental Portuguesa durante os meses de Verão (Julho, Agosto, Setembro). Ambos estão associados à divergência junto à costa provocada pelos ventos do quadrante norte que predominam nessa altura do ano. O vento à superfície no oceano arrasta as camadas superiores deste (primeiros 100 ou 200 m) sendo este movimento desviado para a direita (no Hemisfério Norte) por efeito da rotação da Terra (ver dispositivo experimental). A corrente induzida pelo vento tem uma intensidade que decresce com a profundidade, sendo praticamente nula a partir de 100 ou 200 m (esta profundidade depende da intensidade do vento, entre outros factores). O desvio desta corrente para a direita vai-se acentuando com a profundidade conforme a representação na Fig. 1a. O efeito resultante desta corrente na camada superior do oceano é tum transporte de água na direcção perpendicular ao vento e para a direita deste (no Hemisfério Norte). Então, considerando a costa ocidental Portuguesa e um vento predominante de norte, este vai induzir um transporte das águas costeiras superficiais para o largo (i.e., para a direita do vento). Com o afastamento destas, as águas que estão subjacentes vão ascender à superfície (Fig. 1b) e esse é o fenómeno do “upwelling” (ou afloramento) costeiro. Mas essas águas são mais frias do que eram as águas que estavam à superfície e, portanto, a temperatura da superfície do mar baixa. Esta manifestação à superfície do fenómeno do afloramento costeiro pode ser facilmente detectada a partir de imagens de detecção remota da temperatura da superfície do mar obtidas por satélite (Fig. 2a). Mas o fenómeno do afloramento costeiro tem como consequência, para além do arrefecimento das águas, o seu enriquecimento em sais nutrientes (nitratos, fosfatos e silicatos). Isto acontece porque as águas subsuperficiais, que estão a ser levadas para a superfície, têm maior concentração desses sais do que as próprias águas da superfície. Então teremos grande quantidade de nutrientes a ser levada para uma camada onde a radiação solar consegue penetrar, ou seja, teremos as condições ideais de alimento e luz para o desenvolvimento do fitoplâncton (Fig. 2b). E este aumento da produtividade primária (primeiro elo da cadeia trófica) vai levar ao desenvolvimento de toda a restante cadeia alimentar, desde o zooplâncton até aos peixes e outras espécies marinhas que se alimentam do plâncton ou de outros peixes.  Fig. 1 - Representação esquemática do fenómeno do Upwelling.  Fig. 2 - Imagens de detecção remota por satélite no domínio (a) do infravermelho (temperatura da superfície do mar; imagem recebida e processada na Estação de Oceanografia Espacial do Instituto de Oceanografia) e (b) do visível (concentração em pigmentos da clorofila), em Julho de 2002 As temperaturas mais baixas próximo da costa ocidental de Portugal e a grande concentração em pigmentos da clorofila são evidências do fenómeno do “upwelling” nessa região. A água sub-superficial que atinge a superfície na zona costeira durante o “upwelling” é transportada para o largo sob a forma de filamentos de água fria e rica em nutrientes, podendo atingir até centenas de quilómetros de extensão. Uma região de “upwelling” é, portanto, uma zona de forte interacção entre as águas costeiras e as águas do oceano aberto, havendo trocas de água, matéria orgânica e inorgânica. A região de divergência junto à costa gerada pelo transporte para o largo da camada superior do oceano, para além de criar os movimentos verticais referidos, também gera, indirectamente, uma circulação horizontal. Vejamos como: o transporte de água para o largo leva à inclinação da superfície livre (esta fica mais baixa perto da costa do que ao largo) e esta inclinação gera um gradiente de pressão ao qual está associada uma corrente (que resulta do equilíbrio entre a força do gradiente de pressão e a força de Coriolis devida à rotação da Terra) ao longo da costa e no sentido do vento. No caso do “upwelling” ao largo da Península Ibérica, esta corrente está dirigida para Sul – é a Corrente Costeira de Portugal. fonte: Instituto Oceanografia da Faculdade de Ciências Universidade de Lisboa.
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Daniel_Vilao
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« Responder #1 em: 08/22/07 - 23:52:51 » |
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Bom...devido a nortada que se tem feito sentir no nosso litoral, aqui fica uma explicação para o porque da agua estar tão fria na nossa costa atlântica. O fenómeno do “upwelling” (ou afloramento) costeiro e a Corrente Costeira de Portugal ocorrem ao largo da costa ocidental Portuguesa durante os meses de Verão (Julho, Agosto, Setembro). Ambos estão associados à divergência junto à costa provocada pelos ventos do quadrante norte que predominam nessa altura do ano. O vento à superfície no oceano arrasta as camadas superiores deste (primeiros 100 ou 200 m) sendo este movimento desviado para a direita (no Hemisfério Norte) por efeito da rotação da Terra (ver dispositivo experimental). A corrente induzida pelo vento tem uma intensidade que decresce com a profundidade, sendo praticamente nula a partir de 100 ou 200 m (esta profundidade depende da intensidade do vento, entre outros factores). O desvio desta corrente para a direita vai-se acentuando com a profundidade conforme a representação na Fig. 1a. O efeito resultante desta corrente na camada superior do oceano é tum transporte de água na direcção perpendicular ao vento e para a direita deste (no Hemisfério Norte). Então, considerando a costa ocidental Portuguesa e um vento predominante de norte, este vai induzir um transporte das águas costeiras superficiais para o largo (i.e., para a direita do vento). Com o afastamento destas, as águas que estão subjacentes vão ascender à superfície (Fig. 1b) e esse é o fenómeno do “upwelling” (ou afloramento) costeiro. Mas essas águas são mais frias do que eram as águas que estavam à superfície e, portanto, a temperatura da superfície do mar baixa. Esta manifestação à superfície do fenómeno do afloramento costeiro pode ser facilmente detectada a partir de imagens de detecção remota da temperatura da superfície do mar obtidas por satélite (Fig. 2a). Mas o fenómeno do afloramento costeiro tem como consequência, para além do arrefecimento das águas, o seu enriquecimento em sais nutrientes (nitratos, fosfatos e silicatos). Isto acontece porque as águas subsuperficiais, que estão a ser levadas para a superfície, têm maior concentração desses sais do que as próprias águas da superfície. Então teremos grande quantidade de nutrientes a ser levada para uma camada onde a radiação solar consegue penetrar, ou seja, teremos as condições ideais de alimento e luz para o desenvolvimento do fitoplâncton (Fig. 2b). E este aumento da produtividade primária (primeiro elo da cadeia trófica) vai levar ao desenvolvimento de toda a restante cadeia alimentar, desde o zooplâncton até aos peixes e outras espécies marinhas que se alimentam do plâncton ou de outros peixes.  Fig. 1 - Representação esquemática do fenómeno do Upwelling.  Fig. 2 - Imagens de detecção remota por satélite no domínio (a) do infravermelho (temperatura da superfície do mar; imagem recebida e processada na Estação de Oceanografia Espacial do Instituto de Oceanografia) e (b) do visível (concentração em pigmentos da clorofila), em Julho de 2002 As temperaturas mais baixas próximo da costa ocidental de Portugal e a grande concentração em pigmentos da clorofila são evidências do fenómeno do “upwelling” nessa região. A água sub-superficial que atinge a superfície na zona costeira durante o “upwelling” é transportada para o largo sob a forma de filamentos de água fria e rica em nutrientes, podendo atingir até centenas de quilómetros de extensão. Uma região de “upwelling” é, portanto, uma zona de forte interacção entre as águas costeiras e as águas do oceano aberto, havendo trocas de água, matéria orgânica e inorgânica. A região de divergência junto à costa gerada pelo transporte para o largo da camada superior do oceano, para além de criar os movimentos verticais referidos, também gera, indirectamente, uma circulação horizontal. Vejamos como: o transporte de água para o largo leva à inclinação da superfície livre (esta fica mais baixa perto da costa do que ao largo) e esta inclinação gera um gradiente de pressão ao qual está associada uma corrente (que resulta do equilíbrio entre a força do gradiente de pressão e a força de Coriolis devida à rotação da Terra) ao longo da costa e no sentido do vento. No caso do “upwelling” ao largo da Península Ibérica, esta corrente está dirigida para Sul – é a Corrente Costeira de Portugal. fonte: Instituto Oceanografia da Faculdade de Ciências Universidade de Lisboa. Eheh...estudei isso em Geografia no ano passado !
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Alex
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« Responder #2 em: 06/30/09 - 10:27:52 » |
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Bom..... cá fica um update do tópico  De verão com vento de Norte é isto que acontece na nossa costa....  E de Inverno 
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Juniper
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« Responder #3 em: 06/30/09 - 11:20:14 » |
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Isto é uma representação generalista de costas ocidentais, mas podem ocorrer outros fenómenos costeiros durante o inverno. Por exemplo, pensa-se que, no inverno, em todas as costas ocidentais, exista uma corrente costeira para o pólo (aliás, pensa-se que exista todo o ano, mas no verão é "mascarada" pela assinatura muito mais forte do afloramento). E com ventos de sul/sudoeste, pode ocorrer o evento oposto ao afloramento, que é o afundamento (downwelling) costeiro. Explica-se da mesma forma:  Se durante o upwelling, as águas costeiras deslocam-se para o largo, deixando espaço a águas profundas aflorarem (daí a diminuição da temperatura da água, em especial na costa oeste), durante o downwelling as águas ao largo deslocam-se para a costa (mais quentes) e as da costa são obrigadas a afundar.
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Penso: talvez os homens existam e sejam, e talvez para isso não haja qualquer explicação; talvez os homens sejam pedaços de caos sobre a desordem que encerram, e talvez seja isso que os explique. - José Luís Peixoto http://portalcinema.blogspot.com
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rozzo
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« Responder #4 em: 06/30/09 - 11:31:48 » |
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O que nós queremos é downwelling! Água quentinha! Mais chances de trovoadas!  Abaixo o upwelling (um bocado antítese)!
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Juniper
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« Responder #5 em: 06/30/09 - 11:47:54 » |
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Hahahahahah 
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suka
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« Responder #6 em: 06/30/09 - 16:59:21 » |
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O que nós queremos é downwelling! Água quentinha! Mais chances de trovoadas!  Abaixo o upwelling (um bocado antítese)!  Pero luego no hay pececitos!!!!! Si no hay nutrientes no vienen a comer!!!  No se puede tener todo hehehehe 
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What is a tornado? Mother Nature doing the twist!
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« Responder #7 em: 07/01/09 - 01:22:28 » |
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O que nós queremos é downwelling! Água quentinha! Mais chances de trovoadas!  Abaixo o upwelling (um bocado antítese)!  Pero luego no hay pececitos!!!!! Si no hay nutrientes no vienen a comer!!!  No se puede tener todo hehehehe  Isso não é o que acontece durante o El Niño, quando o upwelling diminui?
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Alex
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« Responder #8 em: 07/01/09 - 11:33:33 » |
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O upwelling na nossa costa não tem nada a ver com o El Nino!!  O El Nino, têm sim influência no upwelling da região do Pacifico equatorial.... e logo na quantidade de peixe que existe na costa.... Existem reconstruções do El Nino no sec XIX e XIII , com base na quantidade de peixe apanhado nessas costas  Vê esta explicação.... http://library.thinkquest.org/20901/overview_5.htm
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Juniper
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« Responder #9 em: 07/01/09 - 12:09:14 » |
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Mas, de facto, no Chile por exemplo, o El Niño é responsável pelo aumento da temperatura da água e logo da diminuição de peixe que anda na costa, certo?
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« Responder #10 em: 07/01/09 - 12:10:10 » |
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O upwelling na nossa costa não tem nada a ver com o El Nino!!  O El Nino, têm sim influência no upwelling da região do Pacifico equatorial.... e logo na quantidade de peixe que existe na costa.... Existem reconstruções do El Nino no sec XIX e XIII , com base na quantidade de peixe apanhado nessas costas  Vê esta explicação.... http://library.thinkquest.org/20901/overview_5.htmSim, eu sei que o El Niño não tem uma influência directa na nossa costa  Estava a falar nas zonas onde o El Niño tem uma influência directa!  Mas lá está, se o upwelling diminui, a quantidade de nutrientes à superfície é mais pequena, logo, menor quantidade de peixes. 
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« Responder #11 em: 07/01/09 - 18:02:01 » |
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Boas, Por falar em upwelling, o mesmo fenómeno irá finalmente fazer-se sentir durante este mês na nossa costa, já a começar este FDS, já vai haver alimento para o peixe e movimentar cardumes para mais perto da Costa. O El Niño não tem haver com o upwelling aqui no Atlântico mas, poderemos dizer indirectamente pode influenciar o PNA e este influencia a saída do jet na costa leste dos USA e, consecutivamente este influenciar a posição do Ant. Não existem muitos dados relevantes da influência do El Niño na Europa, agora indirectamente pode haver implicações a longo prazo, sazonalmente  Neste momento está neutral e comtendência para El Niño para o fim do ano 
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